Começámos os ensaios. No primeiro dia lemos a peça à mesa pela última vez. Corrigimos a tradução, que está ainda a sofrer alterações, e falámos mais um bocado das temáticas levantadas pelo texto.
No segundo dia levantámos as quatro primeiras cenas. Os frigoríficos provaram ser logo uma grande ajuda e um elemento cenográfico forte. Eles são sofá, trono, escritório, tumba, armazém, fábrica das filipinas... quanto mais trabalhamos na peça mais ideias temos. É espantosa a quantidade de imagens que o texto despoleta, o imaginário que convoca é delirante. E quando confrontado com a temática do texto - o consumismo e a desagregação do carácter - as imagens, as propostas cénicas, ganham uma dimensão dramática fortíssima.
Nos figurinos continuamos muito indecisos. É a parte mais complicada de resolver neste espectáculo. Porque os híbridos devem ser muito bem equilibrados e não podem ser qualquer coisa, só para dizer que é uma colagem. Têm de servir na dose certa.
Mas o maior delírio foi quando começámos a pensar como havíamos de representar a polegarzinho. Pensámos em bonecas, bonecos insufláveis iguais àqueles que se levam para o banho e parámos nos balões. Com hélio. Foi hilariante pensar que podíamos ter a polegarzinho a flutuar ao lado da cabeça do Gengis, a falar com ele através de uns guizos que ficariam pendurados por baixo e que soariam sempre que o Dinarte puxasse o cordel. Estamos no processo de fixar esta ideia. Que balões? Com que forma? O Dinarte também respira hélio para ficar a falar com aquela voz fininha característica?
No últimos dias trabalhámos principalmente as cenas que estiveram sempre menos claras para nós nas leituras. A parte em que o Gengis decide ir espiar a base industrial dos E.U.A. nas Filipinas. Os resultados foram surpreendentes. Pelo menos para eles. Porque para mim, o Gregory Motton é como um velho conhecido. Ao trabalhar um texto dele, sei sempre, que por muito obscuro que ele possa parecer ao princípio, a recompensa virá no processo de trabalho, ao escavarmos o texto à procura de mais significados. Porque tenho a certeza que o escritor fez o seu trabalho e não deixou nada ao acaso.
Outra ideia tem a ver com a fábrica das filipinas a trabalhar. Estamos a pensar incluir mais trabalhadores na fábrica, mas ainda não temos a certeza. Tenho é a impressão que essa ideia ainda terá desenvolvimentos maiores, parece-me... não é Teresa...?
No segundo dia levantámos as quatro primeiras cenas. Os frigoríficos provaram ser logo uma grande ajuda e um elemento cenográfico forte. Eles são sofá, trono, escritório, tumba, armazém, fábrica das filipinas... quanto mais trabalhamos na peça mais ideias temos. É espantosa a quantidade de imagens que o texto despoleta, o imaginário que convoca é delirante. E quando confrontado com a temática do texto - o consumismo e a desagregação do carácter - as imagens, as propostas cénicas, ganham uma dimensão dramática fortíssima.
Nos figurinos continuamos muito indecisos. É a parte mais complicada de resolver neste espectáculo. Porque os híbridos devem ser muito bem equilibrados e não podem ser qualquer coisa, só para dizer que é uma colagem. Têm de servir na dose certa.
Mas o maior delírio foi quando começámos a pensar como havíamos de representar a polegarzinho. Pensámos em bonecas, bonecos insufláveis iguais àqueles que se levam para o banho e parámos nos balões. Com hélio. Foi hilariante pensar que podíamos ter a polegarzinho a flutuar ao lado da cabeça do Gengis, a falar com ele através de uns guizos que ficariam pendurados por baixo e que soariam sempre que o Dinarte puxasse o cordel. Estamos no processo de fixar esta ideia. Que balões? Com que forma? O Dinarte também respira hélio para ficar a falar com aquela voz fininha característica?
No últimos dias trabalhámos principalmente as cenas que estiveram sempre menos claras para nós nas leituras. A parte em que o Gengis decide ir espiar a base industrial dos E.U.A. nas Filipinas. Os resultados foram surpreendentes. Pelo menos para eles. Porque para mim, o Gregory Motton é como um velho conhecido. Ao trabalhar um texto dele, sei sempre, que por muito obscuro que ele possa parecer ao princípio, a recompensa virá no processo de trabalho, ao escavarmos o texto à procura de mais significados. Porque tenho a certeza que o escritor fez o seu trabalho e não deixou nada ao acaso.
Outra ideia tem a ver com a fábrica das filipinas a trabalhar. Estamos a pensar incluir mais trabalhadores na fábrica, mas ainda não temos a certeza. Tenho é a impressão que essa ideia ainda terá desenvolvimentos maiores, parece-me... não é Teresa...?


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