O Tio e a Titi acentuam tragicamente a sua vertigem. Eles constroem um mundo protegido do exterior, onde as vozes e os ecos são apenas rastos do passado, onde as pessoas reais deixaram de existir. Só há súbditos, objectos ou inimigos.
Gengis vive obcecado por uma utopia, por um desejo de fazer bem, mas a telenovela da neurose instala-se a cada oportunidade absurda. O que é preciso é fazer lucro e criar impostos e comprar, comprar, comprar. E esperar pelo Natal - a época de Brandura e Ganância; o Festival do Bode Expiatório Divino.
Quando o teatro explode no final da peça e ficamos a beber a nossa chávena de café Arco-Íris, a esperança que levamos para casa é amarga como a vida que vivemos. E podia ser de outra maneira?

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